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Blog da Diginfecto

Por Ana Marcello 17 de fevereiro de 2026
O controle das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) não é apenas uma tarefa administrativa, mas uma operação de inteligência clínica. Como os elos Laboratório, CCIH e Infectologista se conectam:
Por Paulo Friggi 16 de fevereiro de 2026
O PGA, tem como objetivos primários: o tratamento correto das infecções dentro dos hospitais ou na comunidade, promover mudança de comportamento nas práticas de prescrição e dispensação; proteger os pacientes dos danos causados pelo uso desnecessário de antimicrobianos; e combater a disseminação de microrganismos multirresistentes. De forma secundária, promove a redução dos custos hospitalares. Os principais entraves a sua aplicação e melhor execução estão relacionados a falta de liderança gestora e especializada dentro dos hospitais. A portaria 1626 de 1998, cita como competência da comissão o “Uso racional de antimicrobianos”. Posteriormente, a RDC nº 7, de 2010 cita a obrigatoriedade dos hospitais com leitos de UTI em gerenciar o uso de antimicrobianos. Mais recentemente a ANVISA publicou a Nota técnica, 06/2021, revisada em 2023, onde estabelece as “Diretrizes Nacionais para Implementação do Gerenciamento de Antimicrobianos em Serviços de Saúde”. De maneira global, a OMS cita desde 1998 a necessidade de estratégias para minimizar a ocorrência de resistência bacteriana e desde 2015. A ANVISA enfatiza a importância da presença do médico infectologista na composição dos times gestores e executores do PGA: “Os representantes da CCIH e equipe médica devem, preferencialmente, ser infectologistas, ou, na ausência desse profissional, médicos com expertise em doenças infecciosas. Dados do programa Stewardship Brasil, que é a avaliação dos resultados dos PGAs em nosso país, mostram que dois fatores proponderantes para não implantação do PGA pelo Hospital, ou como barreira para sua boa execução quando implementado é a “ausência do profissional capacitado” (11,8 % e 15 % respectivamente). Esta problemática é global, especialmente em países de baixa renda, como documentado pela revisão recente de Harun et al. Publicada pela revista Antimicrobial resistance & Infection Control em janeiro de 2024. Em termos econômicos, sua importância se torna ainda mais evidentes. De acordo com o CDC, a resistência antimicrobiana causa 2 milhões de infecções e 23 mil mortes/ano, com um custo de até 20 bilhões de dólares, sendo os principais fatores de impacto neste custo o maior tempo de internação e necessidade de uso de antibióticos mais caros para seu combate. Os custos hospitalares com antibióticos correspondem de 20 a 50% do total gasto pela farmacoterapia local, sendo portando a boa execução do PGA ferramenta fundamental para minimizar este impacto. A Diginfecto surge como alternativa viável a gargalos documentados para o bom andamento do PGA institucional, em especial como citado anteriormente na ausência do profissional especialista local ou para preencher a dificuldade com o tempo para execução das tarefas dos membros responsáveis da instituição.
Por Ana Marcello 17 de fevereiro de 2026
O controle das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) não é apenas uma tarefa administrativa, mas uma operação de inteligência clínica. Como os elos Laboratório, CCIH e Infectologista se conectam:
Por Paulo Friggi 16 de fevereiro de 2026
O PGA, tem como objetivos primários: o tratamento correto das infecções dentro dos hospitais ou na comunidade, promover mudança de comportamento nas práticas de prescrição e dispensação; proteger os pacientes dos danos causados pelo uso desnecessário de antimicrobianos; e combater a disseminação de microrganismos multirresistentes. De forma secundária, promove a redução dos custos hospitalares. Os principais entraves a sua aplicação e melhor execução estão relacionados a falta de liderança gestora e especializada dentro dos hospitais. A portaria 1626 de 1998, cita como competência da comissão o “Uso racional de antimicrobianos”. Posteriormente, a RDC nº 7, de 2010 cita a obrigatoriedade dos hospitais com leitos de UTI em gerenciar o uso de antimicrobianos. Mais recentemente a ANVISA publicou a Nota técnica, 06/2021, revisada em 2023, onde estabelece as “Diretrizes Nacionais para Implementação do Gerenciamento de Antimicrobianos em Serviços de Saúde”. De maneira global, a OMS cita desde 1998 a necessidade de estratégias para minimizar a ocorrência de resistência bacteriana e desde 2015. A ANVISA enfatiza a importância da presença do médico infectologista na composição dos times gestores e executores do PGA: “Os representantes da CCIH e equipe médica devem, preferencialmente, ser infectologistas, ou, na ausência desse profissional, médicos com expertise em doenças infecciosas. Dados do programa Stewardship Brasil, que é a avaliação dos resultados dos PGAs em nosso país, mostram que dois fatores proponderantes para não implantação do PGA pelo Hospital, ou como barreira para sua boa execução quando implementado é a “ausência do profissional capacitado” (11,8 % e 15 % respectivamente). Esta problemática é global, especialmente em países de baixa renda, como documentado pela revisão recente de Harun et al. Publicada pela revista Antimicrobial resistance & Infection Control em janeiro de 2024. Em termos econômicos, sua importância se torna ainda mais evidentes. De acordo com o CDC, a resistência antimicrobiana causa 2 milhões de infecções e 23 mil mortes/ano, com um custo de até 20 bilhões de dólares, sendo os principais fatores de impacto neste custo o maior tempo de internação e necessidade de uso de antibióticos mais caros para seu combate. Os custos hospitalares com antibióticos correspondem de 20 a 50% do total gasto pela farmacoterapia local, sendo portando a boa execução do PGA ferramenta fundamental para minimizar este impacto. A Diginfecto surge como alternativa viável a gargalos documentados para o bom andamento do PGA institucional, em especial como citado anteriormente na ausência do profissional especialista local ou para preencher a dificuldade com o tempo para execução das tarefas dos membros responsáveis da instituição.

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